A estética da distopia: Como a cultura pop romantizou o colapso e a guerra
Dos jogos mortais e arenas de sobrevivência até as épicas sagas de redenção nórdica, analisamos como o entretenimento de massa engole as críticas anticapitalistas.
A ironia na indústria do entretenimento é palpável. Obras que nasceram como críticas ferozes à exploração das classes baixas ou aos traumas psicológicos de exércitos em combate tornaram-se franquias bilionárias e catárticas. Conversamos com sociólogos e roteiristas para entender como narrativas de sobrevivência e pacifismo são embaladas e vendidas. Ao invés de inspirar uma reflexão sobre a miséria ou a violência institucional do mundo real, elas oferecem o conforto de ver um herói destruindo o sistema em uma tela, enquanto a estrutura do nosso próprio mundo permanece intocada.
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